Foto: Roberto Jayme / TSE
A Justiça Eleitoral tem barrado o uso do nome ‘Bolsonaro’ por candidatos que tentaram utilizar a referência ao ex-presidente Jair Bolsonaro, sem possuir parentesco ou laço sanguíneo.
As decisões, que partiram dos Tribunais Regionais Eleitorais do Rio de Janeiro e do Mato Grosso, determinaram a retira imediata da alusão ao ex-presidente dos nomes escolhidos por candidatos para aparecer na urna eletrônica. Os relatores justificaram que a utilização do sobrenome pode confundir os eleitores.
Até o momento, os atingidos foram Renato de Araújo Corrêa (PL), que concorre a vaga de deputado federal pelo RJ e Flaviane Ramalho de Oliveira (NOVO), candidata a deputada estadual em Mato Grosso. Os candidatos haviam registrado os nomes “Renato Araujo do Bolsonaro” e “Flaviane do Bolsonaro”, no entanto a justiça determinou a mudança da identificação nas urnas.
Segundo o Ministério Público Eleitoral, as relações politicas e pessoais de Renato e Flaviane com a familia Bolsonaro não justificam a incorporação do sobrenome, e pode levar o eleitor a interpretar como uma indicação de parentesco.
As decisões não impedem a candidatura, mas restringem a forma como os candidatos devem ser identificados na urna eletrônica. Assim como o nome de ‘Bolsonaro’, o MPE alega ser contra o uso de sobrenome de quaisquer outros líderes politico com o intuito de reunir votos.


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